Yuri olha para determinado ponto de uma tela, com a intenção de escrever um texto, e imediatamente as letras se juntam de modo coordenado, seguindo a intenção do operador, que usa, conectado ao computador, uma espécie de sensor, que "entende" o que o cérebro deseja. A precisão é próxima de 70%, os criadores do invento sentem-se exultantes porque pessoas paraplégicas poderão voltar a escrever.
"A base de tudo isso é saber ler o impulso cerebral, o que o cérebro pensa", disse um dos cientistas envolvidos com a experiência.
Que o cérebro envia impulsos elétricos é conhecido há mais de 100 anos. Cada ação motora é precedida por um estimulo cerebral, de áreas específicas a depender do movimento. Enxergar uma letra e querer colocá-la na tela gera um impulso motor que pode ser agora "lido" por um aparelho e executado. Daí a pensar que o cérebro é o gerador do pensamento e não seu instrumento, vai uma distância. O que a experiência mostra é que esse instrumento gerador de impulsos, de ondas eletromagnéticas, chamado cérebro humano, quando movimentado pela vontade, gera reações específicas que podem ser lidas e traduzidas em ação.
De frente para mim, Giovane reteve em suas mãos um crucifixo no estilo bizantino, quando repentinamente descreveu o momento em que a peça de ouro me foi dada de presente, acertando com exatidão o nome de minha avó e o motivo da graça _ minha formatura em Medicina.
Quem deu a Giovane as informações que ele me trouxe? De onde vieram os pensamentos que dissecaram a história daquele objeto? Do seu cérebro? Como poderia justificar esse fato, de saber o que se passou sem que estivesse presente?
De onde vem o pensamento?
segunda-feira, 2 de maio de 2011
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