sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Apnéia Obstrutiva do Sono, minha cruel companheira _ O Diagnóstico

Espremia na poltrona apertada da Air Canada com saudades do conforto da classe executiva, experimentada em recente viagem a trabalho (pesquisador clínico, eis minha outra ocupação médica). A data é 31 de maio de 2007. Ponderei se não deveria ter seguido minha idéia de momentos antes e tomado alguns goles de uísque até alcançar o estado de semi-embriaguez suficiente para dormir. 
Um companheiro de viagem se acomodou na poltrona vizinha. Pernambucano, advogado, extremamente simpático. Algumas poucas horas e nossa conversa foi interrompida pelo sono que envolveu a ambos. Segurava nas mãos o que chamo de Meu Presente, funciona para matar saudades e cuidadosamente guardei para poder dormir.
Nada me lembrava da noite dormida na poltrona apertada, mas recebi um sério conselho de meu vizinho, "Jorge, cuide de sua saúde, você respira mal", me deu dois outros conselhos, um deles comprar um barco, coisa que não fiz, e o terceiro eu fiz mas não digo.
Resolvi levar apenas metade a sério o conselho do cuidado com a saúde. Como ia ao Congresso da The Endocrine Society, assisti a todas as palestras cujo tema era Apnéia Obstrutiva do Sono.
Fiz meu diagnóstico baseado nas informações de Yan, o pernambucano camarada. Diagnóstico feito e nenhuma providência de imediato tomada, apenas promessas, afinal, sou como todos nós _ só quando o nó aperta é que corremos atrás!

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