quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Dia de Cão _ a nem sempre fácil vida de um médico de consultório privado

Já passam das 21 horas, a fome toma conta de meus pensamentos, lutando bravamente contra a necessidade de atender o último paciente. Respiro fundo, enquanto termino o último gole de minha água gasosa muito gelada e dispenso a secretária, cabendo a mim a incumbência de fechar a clínica. O celular tocou três vezes e não atendi, o número era familiar e o convite para mim era impossível _ um jantar para trocar conversas; o paciente se movimenta aflito, sinto seus passos e por ele a refeição com os amigos é mais uma vez adiada, ainda que a fome me torture. O paciente enfim vai entrar, preparo-me para enfrentar mais uma consulta, mais quase uma hora de ofício, só penso no jantar, no banho relaxante, o telefone toca, outro paciente não está bem, tudo adiado, antes de ir para casa, passarei no hospital.

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