segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

A dorminhoca que quase atrasou meus planos


Sou da época em que o médico especialista tinha que fazer duas residências, uma em Medicina Interna, outra na especialidade, mas essa época não é distante apesar de termos noção que qualquer evento afastado a mais de 10 anos do curso atual do tempo seja algo distante ou remoto. Pois nessa época para uns remota, na década de 90, era plantonista em um Posto de Saúde com serviço de urgência e emergência, num programa dos governos federal e do Estado do Rio de Janeiro, chamado PESB, Programa Especial de Saúde da Baixada. Bom salário, volume intenso de trabalho.
Final de plantão no Posto Jardim do Éden, em São João do Meriti, que de Éden só tinha o nome tão distante estava do Paraíso bíblico. Preparava minha saída quando chega ao consultório para atendimento uma moça dos seus vinte e poucos anos. "Pois não?!", consegui manter a energia para iniciar o atendimento e ela foi logo dizendo, "doutor, tomei 30 comprimidos de Diazepan 10mg"! "Meu Deus", pensei eu, já antevendo o atraso na minha chegada em casa, o terrível engarrafamento que enfrentaria, "quando foi isso"? "Foi anteontem, doutor", reposta quase sonolenta. "Mas por que só veio hoje"? "Porque só agora que acordei"! 
Não conter o riso foi difícil, não apenas pelo inusitado do fato mas também porque minha saída no horário previsto estava garantida!

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